10 outubro 2013

Scans e entrevista completa do Robert para revista Ativa (Portugal)


De vampiro atormentado a nova imagem de um perfume Dior, o belo britânico de 27 anos conquistou-nos o coração. Mas a representação não é o seu único talento.

Um dos encontros mais estranhos que Rob Pattinson teve 'fora da personagem' foi com uma intrépida fã de de uns sete anos que lhe pediu, de modo apaixonado: "Morde-me, por favor". A frase resume o desejo de milhões de mulheres em todo o mundo, de todas as idades, que não se importavam de sentir um ferrãozinho na carótida vindo dele.
Mas Rob está, aos poucos, a deixar para trás o fantasma de Edward Cullen, o megafamoso vampiro da saga 'Crepúsculo'. Não admira, portanto, que esta maioridade artística lhe tenha valido o convite para ser estrela da nova campanha do perfume Dior Homme. "Dior é um nome tão icónico, e eu adoro aquilo a que as pessoas chamam o toque francês", diz o ator. O vídeo de campanha, realizado por Romain Gavras, mostra-nos um Rob em versão 'bad boy' sexy. Contracenando com a modelo Camille Rowe ao som de 'Whole Lotta Love', dos Led Zeppelin, personifica o jovem urbano cool, elegante, aventureiro e sedutor. "A ideia de revisitar uma fragrância clássica foi muito atrativa para mim, e qualquer coisa com ar mais 'duro' associada à Dior traz uma interessante mistura de emoções. Eu e o Romain imaginámos alguém bastante sofisticado mas um pouco selvagem. Um espírito livre que faz o que quer e é destemido em relação a isso." E para ele os espiritos livres são bem mais atraentes. "Sou fascinado por pessoas que, genuinamente, não se importam com aquilo que os outros pensam."

"Quando pensámos na personagem deste filme, imaginámos imediatamente um Jean-Paul Belmondo mais novo. Um tipo sedutor espirituoso e divertido."Robert Pattinson

A química está-lhe no sangue
Pattinson tem uma daquelas caras 'americanas' de discípulo de James Dean, mas é bem britânico. Nasceu em Londres, a 13 de Maio de 1986, no tempo em que as popas nos cabelos estavam em alta e o compatriota Rick Astley (quem?) era uma estrela mundialmente conhecida. A mãe trabalhava numa agência de modelos e o pai tinha um stand de carros importados. Desde muito novo, apesar de um bocado tímido, sempre soube que era mais virado para as artes. O pai começou a provocá-lo com a ideia de ser ator e ele deixou-se contagiar.
A grande oportunidade veio com o papel de Cedric Diggory, em 'Harry Potter e o Cálice de Fogo', que já na altura partiu um corações adolescente. Depois, os dois palminhos de cara e o talento para as câmaras garantiram-lhe o papel do doce e estóico vampiro Edward Cullen. As suas expectativas iniciais em relação ao filme não eram muito grandes, admite.

 "As pessoas achavam que aquilo iria ser um filme 'viking'. Eu achei! Já me estava a ver numa peruca nojenta e a dizerem 'este é o Edward'." O ator não tem papas na língua quando fala da sua personagem. "As pessoas que odeiam filmes costumam ser muito moralistas e cínicas e geralmente falam do que não viram. E eu acho que sou uma dessas pessoas moralistas e cínicas que o teria odiado, se não o tivesse visto", confessou, rindo, numa das entrevistas de promoção ao filme 'Lua Nova'. "Quando li o livro, achei que a autora era louca. Era como se tivesse sonhado com um tipo muito sexy e tivesse escrito sobre as suas fantasias. Mas o livro traz muitos elementos de ação e acaba por ser bastante honesto... o que é um bocado estranho."
Também nem todos os fãs dos livros estavam convencidos de que ele fosse a melhor aposta. Pelo menos 75 mil assinaram uma petição para pedir que fosse retirado do elenco. Mas Pattinson aplicou-se a preparar o papel e o resultado foi uma química enorme com Kristen Stewart (...) conteúdo sensacionalista (...)
Com o sucesso de 'Crepúsculo', Robert viu-se em aparições públicas de promoção com milhares de adolescentes aos berros e ambulâncias a acudirem. Como se concentrasse nele os quatro Beatles. Mas admite que 'Crepúsculo' lhe ensinou qualquer coisa sobre as mulheres. "Parece que gostam deste tipo de virtudes à moda antiga, homens que lhe abrem a porta dos carros e são verdadeiros cavalheiros. Achava que isso não as atraía..."

"É espirituoso e sofisticado. Mas também tem algo de muito sincero nele", diz Pattinson acerca do vídeo da nova e sensual campanha que rodou para a o perfume Dior Homme. "Nunca senti que estávamos a 'vender' alguma coisa durante todo o tempo de filmagens. Foi pura diversão."

Um músico em revelação
Pattinson tem duas irmãs mais velhas e diz que isso o ajudou a desenvolver um lado "mais ou menos cavalheiro. Cresci com muitas meninas em volta, por isso acho que tenho uma mentalidade diferente." E isso ajudou-o a compreender melhor as mulheres? "Talvez me tenha tornado mais... paciente!"
Diz que seria mais feliz se não fosse uma figura pública. "Sinto falta de ir ao cinema em Los Angeles, que tem os melhores cinemas do mundo. Costumava ir umas quatro ou cinco vezes por semana mas agora é impossível, com todas as câmaras de telemóvel." É grande fã de Marlon Brando, Jack Nicholson e do músico Van Morrinson. Quando os filmes lhe dão descanso, gosta de dar largas ao seu lado musical. Canta, toca piano e guitarra - a banda sonora de 'Crepúsculo' tem composições suas. Agora, que os filmes lhe granjearam um lugar financeiramente confortável, diz que é tempo de apostar na carreira musical. No final de agosto um amigo revelou: "(...) A prioridade nº1 é a sua carreira, em especial a música. Não tarda muito, vai ser um êxito de vendas." Dá-nos música, Rob, que nós gostamos...

**Artigo escrito em português de Portugal**


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