26 janeiro 2013

FanFic: O Poderoso Cullen - Capitulo 51



Autora(o): Elly Martins (BRA)
Gênero: Romance, drama, Mistério, universo alternativo
Censura: +18
Categorias: Saga Crepúsculo
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Fonte : Robstenlegacy

**Atenção: Esta história foi classificada como imprópria para menores de 18 anos.**



COMEÇO DO FIM (PARTE 1)

Bella POV

Eu sei que muita gente pode pensar que sou maluca, safada ou até mesmo mulher de bandido. Mas eu pouco me importava. Cada vez mais eu sentia um puta orgulho do meu marido. Seu apelido não era mera coincidência. Ele é mesmo poderoso... em todos os sentidos. Meu Deus... quando eu poderia imaginar que ele iria descobrir o maldito apenas pelo olhar? Porque sinceramente... eu não o reconheci. Seu rosto estava muito diferente. Mas Edward enxergava bem além do que qualquer mortal. Confesso que no começo pensei que Edward estivesse surtando. Sua ânsia em pegar Dom Matteo era tanta que ele bem poderia estar delirando. Óbvio que não falei isso pra ele senão o coice seria tão forte que eu estaria correndo ate hoje.

Entretanto bastou Jacob colocar os olhos na foto e ele afirmou o que Edward dizia. Era mesmo o bandido. E meu peito, claro, estufou de orgulho. Depois disso, como não poderia ser diferente, Edward parecia possuído. Estava nos cascos pois pra ele tudo tinha que ser na hora. Mas ele bem sabia que nesse caso não poderia haver falha. Todos os detalhes teriam que ser friamente planejados.
Vou dizer a verdade: não sei se Dom Matteo era louco ou era burro mesmo. Achava mesmo que Edward me deixaria sem proteção alguma? Ta admito que saber que ele sempre mandava investigar os meus “clientes” foi uma novidade. Mas ele sempre estava atento a minha segurança. Aquele velho maluco achava mesmo que iria me pegar tão fácil assim?

Eu nunca vi uma reunião com tantos homens em toda minha vida. Nem fazia ideia de que Edward possuía todo esse “arsenal”. Onde eles ficavam escondidos? Alguns deles nunca vi na vida.
Edward virou noite juntamente com os rapazes analisando tudo, desde quando foi marcado meu encontro com Dom Matteo.

Velho babão... eu consegui perceber suas intenções somente em conversar com ele por telefone. So deixou meu marido mais sedento por ele.
O pior de toda essa situação foram as mudanças que tivemos que fazer em nossa rotina. Sinceramente eu achava que não era necessário, mas Edward bateu o pé... tanto falou que Valentina e Enzo foram tirados do pais juntamente com meus sogros.
Foi terrível me despedir deles... e mais terrível ainda ver a dor de Edward. Era um pai completamente apaixonado por seus filhos.
******
Através do espelho eu olhei a figura sentada em minha cama, cabisbaixo. Edward era tão apaixonado pela família que quase desistiu de tudo quando Joseph se recusou a sair do pais também. Justo ele que sempre foi obediente, acatava tudo o que falávamos sem nunca retrucar...
Seu argumento foi até convincente pra mim: ele queria ficar perto de Alice. Ela iria precisar dele nem que fosse para segurar suas mãos. Edward entrou em pânico absoluto. Mas depois de muita conversa, muita choradeira e a promessa de Joseph de que não iria sair de perto de Alice ele acabou concordando.
Triplicou a segurança da casa onde ficaram Alice, Joseph e Rosalie.
–Mãe?
–Sim Joseph?
–Acha que meu pai ainda está com raiva de mim?
Coloquei a escova de cabelo sobre a penteadeira e me sentei ao lado dele na cama, segurando sua mão.
–Ele não estava com raiva de você, meu amor. Nunca esteve. Ele só ficou nervoso. Ele queria você em segurança juntamente com seus irmãos.
–Mas eu sou o homem da casa depois dele... ele mesmo disse isso. Alice não pode ficar sozinha mãe.
Torci meus lábios.
–Eu sei disso, mas seu pai sabe ser cabeçudo quando quer. Alice anda meio nervosa também e Rose a proibiu de viajar. Mas Edward... bem... você conhece seu pai tão bem quanto eu.
–Sim. Mas hoje ele nem conversou comigo.
–Nem comigo Joseph. Mas eu conversei com ele ontem... e foi isso que ele me disse. Ele só está nervoso, preocupado com você. Filho... ele jamais irá se perdoar se algo acontecer a você.
–Eu sei... mas eu irei me cuidar. Além disso ele colocou os melhores seguranças aqui.
–Eu sei... mas nossa segurança já falhou uma vez e sei que ele tem medo de...
A voz áspera e ao mesmo tempo aveludada me interrompeu.
–Ja falhou mas não falhará mais... ou eu mesmo cuidarei de cada um desses seguranças.

Joseph baixou a cabeça novamente ao ouvir a voz do pai. Olhei para Edward quase suplicando. Mas nem precisava... os olhos dele brilhavam... tristes e cheios de dor. Ele se aproximou calmamente e se sentou ao lado do Joseph, deixando-os entre nós dois. Passou um dos braços sobre os ombros dele e o puxou para mais perto.
–Tem noção do quanto vocês quatro são importantes pra mim? Não vou negar que senti um orgulho imenso de você... por ter esse coração maravilhoso... querendo ficar aqui para fazer companhia a Alice. Mas entende também que eu queria você em segurança junto com meus pais e seus irmãos?
–Mas eu estou seguro aqui. Eu confio plenamente no senhor e sei que nada de mal vai nos acontecer.
Os olhos de Edward se encontraram com os meus antes que ele o abraçasse com força.
–Eu espero mesmo que tenha feito a coisa certa. Eu jamais me perdoaria...
Estendi minha mão e afaguei o braço de Edward tentando mostrar a ele que eu também confiava plenamente nele. Confiava minha vida a ele.
–Cuide bem da duende. Sabe como ela é maluca.
–Eu vou cuidar.
Edward beijou os cabelos dele e por sobre sua cabeça voltou a me olhar. Eu sorri pra ele e ele apenas fechou os olhos sorrindo também.
–Agora vá se deitar. Ja está tarde e amanhã teremos um dia longo.
–Eu já estava indo. Boa noite pai. Boa noite mãe.
–Boa noite meu querido. Daqui a pouco irei la ver você.
Assim que Joseph saiu Edward se jogou na cama com os braços sobre os olhos.

–Amor... não fique assim. Já conversamos.
–Estou me sentindo um bundão... me deixando levar por uma criança.
–Ele quer ser útil. E outra... acho que o medo dele de nos perder é tão grande que ele quer ser um dos primeiros a nos abraçar quando estivermos livres do maldito.
Ele tirou o braço do rosto e me encarou com o cenho franzido.
–Acha mesmo?
–Com certeza.
–Mas ainda assim eu preferia que ele estivesse com meus pais. Aliás você bem que poderia ficar aqui e....
–Pode parar. Argh... você é muito teimoso Edward. A verdade é que não gosta de ver suas ordens contrariadas.
– Nem comece. Você sabe que estou certo.
– Está certo quanto a segurança. E eles estarão bem seguros aqui.
– E você? Pronta para a nossa festa?
Ele perguntou mudando de assunto e eu me deitei sobre ele.
– totalmente preparada. Não vejo a hora de ver meu poderoso em ação... pegando aquele vagabundo de jeito.
–Estou com tanta gana dele Bella. Confesso que estou até com medo de mim.
–Medo de você? Então você está com mais sede do que imaginei. Você não tem medo de quase nada.
–Eu preciso me controlar Bella...
–É?

Eu perguntei já abrindo os botões de sua camisa e me esfregando de encontro a ele, rebolando meus quadris de forma convidativa e mordendo e repuxando seus lábios. Ele gemeu, agarrando minha cintura.
–Sim... preciso controlar minha ansiedade ou irei matá-lo com apenas uma mão. Sou capaz de esmagá-lo.
–Uau... então acho melhor extravasar comigo primeiro não é?
Ele nem ao menos me respondeu. Simplesmente girou o corpo colocando-se sobre mim... e extravasou seu nervosismo.

****************
Eu estava incrivelmente calma. Edward repassou o plano milhares de vezes e não teria como dar errado. Lógico que Edward me lançou um olhar do tipo: “vai ver quando chegarmos em casa” assim que me viu usando o vestido negro e sexy, perfeitamente ajustado às minhas curvas.
O velhote tinha me ligado horas antes confirmando sua presença. Obviamente quando chegamos os olhos de águia de Jacob e Emmett imediatamente captaram a presença de dois homens de Dom Matteo. E logo foram aniquilados. Nesse momento tive certeza que o velho realmente achava que estava me enganando. Ah tudo bem... admito que se Edward não tivesse o cuidado de sempre e pesquisado sobre o tal Juan.... eu estaria ferrada.
Agora era só esperar o nosso patinho chegar. 

E pouco tempo depois ele chegava. Tentei enxergar Edward do outro lado, mas estava absurdamente escuro. Entretanto sei que ele me via. Danado... ele sempre dava um jeito de me deixar sob suas vistas.
Cocei meu queixo pensando se ele já havia dado pelo menos um trago. Ele riu de mim ao sairmos de casa. A primeira coisa que perguntei foi se ele havia trazido charuto. Edward fumando era uma imagem fodidamente sexy. E hoje seria ainda mais. Todo de negro, com aquele sobretudo que lhe conferia um ar ainda mais poderoso e aquele chapéu... ah... Jesus... tive pensamentos altamente eróticos com aquilo.
Balancei minha cabeça e inspirei. Isso la era hora de sair do foco? Que coisa mais amadora... e safada.

– Ande logo Pietro. Não vejo a hora de colocar as mãos naquela vadia gostosa. Vai ser a glória ver a queda do maldito Cullen.
Velho puto, escroto, filho da mãe. Somente meu marido tinha o direito de me chamar de vadia e gostosa. Onde já se viu tanto atrevimento? Pois muito bem velho maldito... hora de agonizar nas mãos do meu marido.
Ergui minha perna e ajeitei a arma presa em minha coxa. Ajustei minha escuta e assim que a porta do velho galpão se fechou eu sai do “esconderijo” e caminhei até la. O barulho dos meus saltos absurdamente altos era o único som que se ouvia naquele fim de mundo. A porta estava entreaberta e apenas a empurrei. O sangue circulou rapidamente em minhas veias ao ver o ser escroque sentado na cadeira, completamente a vontade e o seu segurança ao seu lado.

–Boa noite.
–Oh... boa noite senhora Cullen. Chegamos praticamente juntos.
–Como vai?
Eu falei secamente e fui obrigada a estender a mão e segurar a do vagabundo.
Estremeci em repulsa ao sentir sua boca no dorso da minha mão.
–Encantado. É uma mulher belíssima senhora Cullen.
–Obrigada. É o que meu marido me diz todos os dias.
–É um homem de grande sorte.
–Vamos deixar de conversa e vamos direto ao assunto? Eu tenho outros clientes aguardando por mim.
–Ah... claro. Perdoe-me. É uma mulher muito requisitada.
–Certamente.
Sentei-me e cruzei as pernas tomando o cuidado para que não aparecesse minha arma.
–hum...posso fazer apenas uma pergunta?
Ergui minha sobrancelha esperando.
–Veio sozinha?
–Obviamente não. Meu motorista ficou no carro.
–Ah... que alívio. Não é bom ficar andando sozinha por ai. Nunca se sabe com quem pode encontrar não é?
Ignorei e o encarei passando a mão pelo cabelo.
–Diga-me... o que espera dos meus serviços?

Ele olhou para o homem feio ao seu lado e deu ordem para que o aguardasse do lado de fora. Mais uma vez Edward acertou. Era isso mesmo que o porco faria. Enquanto o segurança saía, provavelmente tentando anular o meu... Dom Matteo tentaria contra mim.
–Ouvi falar muito bem de você. Eu não sou daqui como deve ter visto nos documentos que mandei. Mas antes procurei saber com quem iria poder contar. E me disseram maravilhas a seu respeito.
–Realmente meus clientes sempre ficaram satisfeitos. Proteção total vinte e quatro horas por dia.
Ele se levantou e deu a volta parando atras de mim e colocando a mão sobre meu ombro nu.
–Claro... um bom serviço prestado por uma delícia dessa. Deveriam mesmo ficar satisfeitos não acha?
Eu me levantei e andei ficando de costas pra ele.
–Eu acho que você deveria se conter antes que eu arrebente sua cara.
Ele riu alto.
–Arrebenta mesmo?
Falou e em seguida eu ouvi um clique. Virei-me de frente pra ele e o vi com a arma apontada para minha direção. Dei um passo e me apoiei na mesa, as duas mãos espalmadas. Imediatamente os olhos demoníacos pousaram em meu decote.
–Pode apostar que sim. Eu não sou esposa do poderoso por acaso.
Ele gargalhou novamente jogando a cabeça para trás. Num gesto muito rápido eu saquei minha arma e já apontando para sua mão eu disparei. Ele berrou deixando a arma cair no chão.
–SUA VADIA!
Ele avançou sobre mim pegando-me de surpresa, mas rapidamente me recuperei acertando o cotovelo em seu nariz.
–Venha.
Falei pela escuta e no mesmo instante a porta foi aberta. Óbvio... ele já estava a postos. Dom Matteo com a mão ferida ainda deu um passo tentando alcançar sua arma , mas novamente eu fui mais rápida e chutei-a. E ela parou bem ali... aos pés da figura enorme que acabava de entrar.

So eu mesma conseguia ter alguns pensamentos nessa hora. Céus... eu me molhei toda ao ver Edward entrando todo imponente, o sapato caro sobre a arma que eu acabara de chutar. Dom Matteo arregalou os olhos quando Edward ergueu um pouco o chapéu deixando seu rosto a mostra.
–Olá... há quanto tempo... DOM MATTEO.
Ele se encolheu contra a parede, olhando para os lados procurando fuga.
–PIETRO! PIETRO!
–Quem é Pietro? Aquele que meus homens acabaram de jogar aos urubus?
Com apenas uma passada larga Edward ficou cara a cara com ele e antes que eu sequer pensasse no que ele iria fazer Edward desferiu um soco certeiro em seu rosto jogando-o ao chão.
Colocou o pé sobre a barriga dele, forçando levemente e apontando a metralhadora em sua cabeça.
–E então franguinha... pronto para brincar um pouco?
–Você é louco... maldito... não sei do que está falando. Não sou esse tal Dom Matteo.
Edward forçou ainda mais o pé em sua barriga fazendo-o berrar de dor.
–Ah não? Que pena. Eu me enganei. Mas vamos nos divertir assim mesmo. Do jeitinho que você gosta, seu pedófilo filho da puta.
Aproximei-me e com o salto fino do meu sapato passei sobre a mão dele que berrou novamente.
Edward agachou-se e com um gancho de braço ergueu Dom Matteo pelo pescoço. Jogou-o sentado na cadeira com tanta força que ele quase caiu para trás juntamente com a cadeira.
–Olha só se não é nosso homem.
Jacob falou entrando juntamente com o Emmett.
–Tudo certo chefe. Não há mesmo nenhum homem desse maldito por aqui.
–Excelente.

Edward se sentou na ponta da mesa de frente pra ele e eu me sentei na outra ponta. Laurent, Jasper e Enrico se juntaram a Emmett e Jacob, todos eles apontando armas para o velho.
–Você começa amor?
Edward perguntou me olhando de esguelha.
–Hum... sim.
Encarei o velho que tremia sem parar mas evitava olhar pra mim ou para Edward.
–Quem mais sabe disso Dom Matteo? Quem mais sabe que você mudou completamente seu rosto?
–Eu não sei do que estão falando. Nunca ouvi falar nesse Dom Matteo.
Edward suspirou com raiva e se levantou. Parou atras de Dom Matteo e com as duas mãos deu um tapa forte nos dois ouvidos ao mesmo tempo. O tão famoso “telefone”. E foi um tapa tão forte que o velho gritou e chegou a revirar os olhos.
–Pronto! Acho que agora você deverá ouvir melhor o que minha esposa perguntou. Repita, por favor, Bella.
Repeti a pergunta mas dessa vez ele apenas se calou. Nem mesmo olhava para nós e sim para o chão. Mais uma vez Edward se levantou e repetiu o gesto. Dessa vez Dom Matteo chegou a se erguer um pouco da cadeira e pouco depois eu percebi um leve sangramento em seu ouvido direito.
–Não é possível que está tão surdo assim! Agora responda seu filho da puta!
Edward vociferou, quase trincando os dentes e levando a mão até a arma.
–Só... somente Lorenzo sabe disso.

Lorenzo... eu já tinha ouvido falar nele. Pelo que Edward tinha dito certa vez ele era uma espécie de braço direito de Dom Matteo. Até onde sabíamos ele entrava apenas com o dinheiro. E foi um dos poucos a escapar na época da prisão de Dom Matteo.
–E onde Lorenzo está agora? Aqui mesmo?
–Eu...eu... não sei.
Seu tom de voz já denunciava sua mentira.
–Jacob.
Edward falou tão baixo que foi quase impossível ouvir. Então Jacob se adiantou e fez o mesmo que Edward. O velho berrou e sua cabeça tombou para frente, o sangue escorrendo em maior quantidade de seu ouvido.
–Ele...ele está... em Roma.
–Excelente. Emmett...já sabe o que tem que fazer.
–Perfeitamente.
–Bom... cansei desse lugar. Amarrem-no e levem para o carro. Iremos dar um passeio.
Enquanto os homens cumpriam as ordens de Edward ele me segurou pela mão e juntos saímos da pequena sala em direção a limousine. Entramos e pouco depois Emmett e Laurent jogavam Dom Matteo la dentro.
–Viu como posso ser simpático? Estou te levando para dar uma volta de limousine. Aproveite a viagem.
Nisso ele me puxou para o seu colo e beijou minha boca.
–Agora começará efetivamente nossa diversão querida.
Sorri e voltei a beijá-lo.

********
Mesmo depois de entrada na máfia, algumas coisas ainda me chocavam. Tudo bem que já matei e já até cheguei a torturar. Mas certos tipos de tortura eu nunca presenciei e sinceramente não sei se teria estômago pra isso. Mas Edward tinha um olhar febril, quase insano. Sei que nessa hora ele pensava em Joseph e em todas as crianças que Dom Matteo abusou. Pensava em minha mãe morta a mando dele. E seu ódio só parecia aumentar a cada segundo.

Estávamos em um dos galpões e imediatamente eu notei o quanto ele estava diferente desde a última vez em que estive aqui. Alguns aparelhos que eu bem sabia seriam usados como meio de tortura, mas eu sequer sabia de que forma eram usados ou quais danos causavam ao torturado.
Jacob e Laurent entraram arrastando Dom Matteo somente de cueca e já o levaram direto para uma barra de aço. Logicamente isso tudo foi combinado entre eles longe da minha presença. O velho era fraco demais comparado aqueles dois brutamontes. Sério... Laurent e Jacob eram muito fortes.
Colocaram-no de cabeça para baixo, as pernas passando sobre a barra e os braços por baixo dela, amarrando-as em seguida, assim como os pés.
Sentei-me numa poltrona, a arma ainda em punho enquanto observava meu marido dar a volta ao redor de Dom Matteo checando tudo.
Jasper trouxe um balde com água e jogou sobre Dom Matteo, a surpresa do gesto fazendo-o engasgar. Com o corpo molhado ele teve fios presos aos seus pés, mãos, ouvido. Os fios estavam ligados diretamente a uma máquina e eu logo deduzi o que iriam fazer.
Não tive tempo para pensar se aquilo iria me fazer mal ou não. Com um sorrisinho diabólico Emmett foi ate a máquina e a ligou. O grito ensurdecedor tomou conta do ambiente e em seguida parou. Dom Matteo respirava com dificuldade, bufando e se debatendo como se isso fosse ajudar em alguma coisa.

–Sabe...
Edward começou a falar andando em volta dele.
–Esse grito que você deu não deve chegar perto do grito daquelas pobres crianças que você abusou. A dor que você sentiu agora...
Ele ficou bem próximo a Dom Matteo e de onde eu estava podia ver seu maxilar trincado e se movendo, típico de quando ele estava possesso.
–A dor que você sentiu nem se compara com a dor que você infligiu às suas vítimas. E ao JOSEPH!
Ele berrou e olhou para o Emmett que voltou a ligar a máquina. Girei minha cabeça e fechei meus olhos com força como se isso aliviasse o som daquele grito horrendo em minha cabeça. Sinceramente? Apesar disso eu não conseguia sentir pena dele. As palavras de Edward ainda martelavam em minha mente. A dor do nosso filho... a dor que ele deve ter sentido não só fisicamente quanto psicologicamente. Isso já era mais do que suficiente para que ele sofresse.
Eu não fazia ideia de quais eram os planos de Edward. Às vezes eu via que ele já estava mais do que ansioso para acabar de vez com a vida de Dom Matteo. Mas me parecia que ele mudava de ideia no ultimo segundo. Queria ver a dor do velho.
–Deixem-no ai por enquanto.
Edward se sentou no chão à minha frente no meio das minhas pernas. Acendeu o charuto, deu uma longa tragada e depois tombou a cabeça para trás colocando-a em meu colo. Seu olhar se encontrou com o meu e fiquei um pouco angustiada. Apesar de tudo... ele não me parecia feliz. Ou eu estava enganada?
– O que foi?
Dom Matteo ainda gritava de dor fazendo com que Edward desviasse o olhar erguendo a cabeça.
–Ensine-o a ficar calado Emmett.
Vi Emmett pegar a enorme palmatoria mas nem continuei a olhar. Desviei meus olhos voltando a olhar para Edward. Os gritos voltaram a dominar o galpão.
–Pensei que estivesse... insatisfeito por... sei la.
–E estou. Foi fácil demais. Pensei que teria um adversário à altura. Confesso que estou entediado.
Fiquei encarando-o sem saber se ele falava serio ou se brincava comigo. Não me pareceu brincadeira.
–Quando... isso vai terminar?
–Logo. Como disse já estou entediado.
Edward ainda ficou nessa posição um bom tempo até que por fim com apenas um sinal os rapazes se moveram. Tiraram Dom Matteo e o deitaram no chão.
–Pode tentar fugir se quiser velho.
Obviamente ele nem conseguiu se mexer. Ficou deitado no chão em posição fetal gemendo de dor.
–Ai ai que pena... tão fraco.
Edward se levantou e se aproximou dele.
–Detesto ter que fazer isso com gente tão fraca. Bom... mas não se pode ter tudo na vida não é?
–Acabe... logo com isso desgraçado.
Edward riu alto e os rapazes o imitaram.
–A princesinha está com pressa de morrer? Oh... que dó. Mas eu irei satisfazer seu desejo daqui a pouco. No entanto antes eu irei satisfazer um desejo maior ainda que eu sei que você tem.
Ok. Eu não estava entendendo muita coisa, mas pela risada dos rapazes deveria ser coisa bem pior do que fizeram ate agora.
–Bella... acho melhor ficar de costas. Não quero que veja esse velho decrépito nu.

Eu me virei imediatamente mas ouvia a movimentação. Ouvi o barulho de cordas sendo puxadas e os gritos. Não resisti e olhei para trás. Dom Matteo estava com as mãos para cima e as pernas abertas. Jacob e Laurent puxaram as cordas, esticando-o ao máximo. Juro que cheguei a ouvir suas juntas estalando. Credo... aquele velho nojento nu era a visão do inferno.
–Está na hora da salada de fruta chefe?
–Isso ai Jacob. Se bem que pra ele não será uma salada completa, já que ele irá receber apenas a pera.
Pera? Que diabos era isso? Então eu vi Jacob pegar algo e o erguer. Era um instrumento em formato de pera mesmo. Como se quisesse demonstrar Jacob girou a base e a pera se abriu. O grito que ouvi foi o mais terrível que já ouvi ate hoje.
–Não... eu imploro... me mate...
–De prazer?
Os homens gargalharam.
–Podemos ir Chefe?
–Deve ir Jacob. Ele já deve estar excitado.
–Ah... e como está.
Jacob foi se aproximando dele, enquanto Dom Matteo se debatia inutilmente, olhando para a pera nas mãos dele.
–Ta com medinho? Mas você fez isso com tanta garotinha...E com MEU filho, seu desgraçado. Vai Jacob... ele não vê a hora de se tornar uma mocinha.
Voltei a virar o rosto, a respiração ofegante e os olhos arregalados. Aquele instrumento nas mãos... as palavras de Edward. Não era difícil imaginar o que eles fariam. E o que aquela pera faria com Dom Matteo.
Levei minha mão a testa e fechei os olhos. Sou forte... forte até demais, mas dessa vez não sei se teria estômago para ver isso, ou sequer imaginar o que viria agora.

**continua**


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