30 outubro 2012

FanFic: O Poderoso Cullen - Capitulo 23





Autora(o): Elly Martins (BRA)
Gênero: Romance, drama, Mistério, universo alternativo
Censura: +18
Categorias: Saga Crepúsculo
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Fonte : Robstenlegacy

**Atenção: Esta história foi classificada como imprópria para menores de 18 anos.**

A QUEDA 

Edward POV 

Muitas vezes(e todas essas vezes foram depois que conheci Bella), eu tive vontade de simplesmente apertar a porra de um botão no cérebro e deixar no automático. Estava cansado de tanta preocupação com negócios que muitas vezes me tiravam o sono.

Antes eu não me importava. As mulheres que se deitavam ao meu lado não eram tão interessantes a ponto de me fazer escolher entre elas e o trabalho. Agora as coisas mudaram drasticamente. Levantava-me da cama praticamente empurrado por alguma força oculta, já que vontade eu não tinha nenhuma. O único desejo era permanecer ao lado de Bella. Essa mulher roubava minha sanidade e me fazia ir ao céu e ao inferno com uma facilidade impressionante. Bem que dizem que os fortes e arrogantes sempre se dobram perante uma mulher. Taí...eu era a prova viva disso. E isso não é uma reclamação. É apenas uma constatação dos fatos. Uma mulher que me levava ao delírio na cama, como nenhuma outra jamais fez, atiçava meus ciúmes e possessividade , além de inflar meu ego com sua entrega incondicional. Resumindo: era minha perdição. E como o ser intenso que sou, meu amor por ela não poderia ser menos intenso.
E eu sabia que ela esperava ouvir de mim as tão tradicionais palavras, embora eu tenha demonstrado de formas que nem eu mesmo imaginei. E também nem sei o porquê de me esquivar tanto de dizer isso. Talvez porque ao proferir tais palavras eu me colocasse definitivamente nas mãos dela. E isso também não era nenhuma novidade. Bella era tão forte e prepotente quanto eu, e não duvido nada que se por algum motivo eu não estivesse aqui, ela tomaria frente nos negócios.

Eu precisava mais do que nunca me doar além do que já fiz. Ela merecia isso não so por aturar minhas constantes mudanças de humor como por ter me dado e seu amor. E mais... teríamos dois filhos.
Gêmeos... porra...a mulher é tão espetacular que até nisso ela conseguiu me surpreender. Esse foi um dos motivos que me fez decidir tirar uma “licença” dos negócios e dedicar-me a ela. Antes é claro, eu daria cabo do desgraçado que andava rondando minha família. E depois...Emmet que se virasse e tomasse a dianteira.
Nessa noite minha mente já tinha tudo maquinado... Iria atrás do James e acabaria com sua raça. E voltaria inteiro para os baços de Bella. Eu não tinha mais medo algum de parecer fraco ou piegas. Hoje ela ouviria o que tanto ansiava.

Assim que voltamos da nossa lua de mel, que aliás, estaria definitivamente cravada em minha memória, eu fui descansar um pouco. E acordei com Bella em meus braços. Deus...como era difícil sair e deixá-la tão linda, sozinha... Estava ficando pior a cada dia. Mas eu precisava descer e conversar com Alice. Felizmente Bella já tinha aceitado o fato de serem importantes demais pra mim. E muitas vezes eu poderia até exagerar na segurança delas, mas era pura e simplesmente porque não suportaria perder nenhuma.
Menos mal que Alice ouviu os conselhos de Bella e prometeu, embora eu duvidasse que fosse cumprir, jamais sair sem algum segurança.

No entanto eu estava com coração apertado, a ponto de doer ao me despedir de Bella na varanda. Sua expressão era tão triste e sofrida que eu quase desisti dessa merda toda.
Abracei seu corpo que tremia consideravelmente, olhando-a fixamente.
-O que está afligindo você?
- Nada.
-Péssima atriz.
No fundo ela já deveria imaginar que James já estava preso e era questão de horas até que eu acabasse com a vida do maldito. O Swan ainda estava solto por ai. Mas seria questão de horas também.
-Edward... levará mais homens com você,não é?
-Bella, o importante são vocês quatro. Não se preocupe comigo.
-É claro que me preocupo...
Amaldiçoei a mim mesmo por estar causando tanto sofrimento a ela. Suas lágrimas desciam incontroláveis pelo seu rosto, deixando-me pior do que já me sentia. Apesar de ser um grosso na maioria das vezes, eu odiava vê-la chorar.
-Você..é pai dos meus filhos...não pode acontecer nada com você. Além disso...
- O que?
-Você sabe que amo você.
Abracei-a ainda mais forte. Até quando Bella iria me colocar acima de tudo? Será que ela não percebia que sem ela EU não era ninguém?
-Nada vai me acontecer...calma.
-Por que não vai no blindado? Deixe o volvo...
Tentei descontraí-la, bagunçando seus cabelos.
-Tão medrosa... eu volto logo.
-Edward...
Busquei sua boca com paixão, com desejo. Bella imediatamente agarrou-se a mim, o corpo delicioso colando-se ao meu. Antes que eu perdesse completamente o juízo, dei um jeito de afastar.
-Me espere...com uma daquelas camisolas sexys que você usa e que me deixa maluco.
-Eu espero. Eu amo você.
Isso...continua derrubando todas as minhas barreiras. Isso era terrível num momento como esse. Sabia que o tempo todo em que estivesse no trabalho, eu estaria pensando nela. E essa desatenção poderia ser fatal não so para mim, como para os outros rapazes.
-Linda...

Entrei no carro antes que mudasse de idéia. Antes de sair ainda olhei sua figura estática na varanda, os cabelos soltos esvoaçando. Balancei minha cabeça, inconformado. Prometi a mim mesmo que Bella nunca mais iria sofrer desse jeito por minha causa.
Enfiei o pé no acelerador indo em direção ao local onde James estava preso. Quanto antes eu acabasse com isso, mais cedo eu voltaria para os braços de Bella.

Estacionei em frente ao galpão pouco iluminado e entrei. Os rapazes já estavam a postos e James permanecia de pé, amarrado a uma pilastra.
- Oh...ho...ho... o Todo Poderoso finalmente se dignou a aparecer.
Ignorei a provocação do James. Sabia do seu humor ácido e definitivamente eu não estava com a mínima paciência para isso. Aproximei-me dele e embora James fosse bem alto, eu era ainda mais. Percebi que ele se encolheu um pouco ao ficar cara a cara comigo.
- Onde está o Swan?
- Por que eu diria?
- Porque você sabe que mais cedo ou mais tarde iremos encontrá-lo. E dizer ou não dizer...será apenas uma forma de escolher o quão dolorosa será sua morte.
Suas narinas inflaram e ele me olhou cheio de ódio.
- Acha que pode tudo, não é Cullen? Se acha mesmo o Poderoso, acima de todos e de tudo.
- Não. Apenas acima de você. Alias qualquer um nesse mundo está acima de um verme. Agora me diga... o que ganhou me traindo? Exceto sua morte, é claro.
- Você sempre se achou, Cullen. Pegando todas as mulheres que nós desejávamos, esfregando-as na nossa cara. Agora quero ver seu reinado ruir. Seu império está ruindo...e você nem se da conta.
Suspirei, exasperado.
- Não terá tempo de ver isso, James. Suas horas estão contadas. Agora... tudo isso por causa de mulher, James? Acha que não sei que você sempre ia atrás delas quando eu as descartava? Tem mais ai que eu sei. Pode ir falando.
Ele riu, meio histérico, prova do seu medo.
- Mike e eu sempre fomos amigos. Isabella seria minha. E você como sempre passando à frente. Ele te odiou de cara, Cullen. Disse que tinha nojo de você. E então eu resolvi passar para o outro lado. Porque vi que estava balançado por ela. Sua queda seria ainda mais prazerosa.
- Realmente, ela me odiou tanto que está casada comigo.
- PORQUE VOCÊ A OBRIGOU, SEU DESGRAÇADO!

- James...James...sempre querendo viver à sombra de alguém melhor que você. Sempre foi assim, não é?
Emmet aproximou-se de mim, tocando meu braço.
- Mano, vamos acabar logo com isso e ir atrás do Swan. Jasper está... preocupado com a Alice.
Realmente Emmet estava certo. James não tinha um motivo plausível para sua traição exceto inveja e burrice.
Entretanto James cutucou a onça.
- Felizmente, Cullen... eu ainda tive o prazer de comer uma de suas mulheres enquanto ela ainda estava com você. Me fartei de gozar com ela, fazendo de você um corno.
Meu sangue ferveu não por saber que fui traído, mas por ser chamado de corno por um ser insignificante.
- E o que ganhou com isso, hã? Que prazer você teve ao foder uma mulher minha e ela gozar berrando meu nome?
Seus olhos se arregalaram e seu rosto inteiro tingiu-se de vermelho.
- Co...como sabe disso?
Eu ri com sarcasmo. Eu não sabia de porra nenhuma. Pelo contrário. Nem imaginava quem foi a infeliz que fez isso. E nem me interessava. Mulheres do meu passado tornaram-se insignificantes demais depois de Bella. Eu disse puramente por saber que depois de estar em meus braços... mulher alguma sentiria prazer com um crápula como o James. E isso não é convencimento, é a realidade.

- Basta olhar pra mim e pra você, James. Não é difícil descobrir quem elas preferem.
- Mas a sua queridinha Bella preferiu... tanto que quis ser minha... e eu iria comê-la quando você...
Eu sabia que nada disso era verdade. Não me deixava influenciar por palavras e sim por atos. E Bella demonstrou ser minha desde a primeira vez que toquei nela. Eu não iria permitir que ninguém... ninguém mesmo falasse dela dessa forma.
Falei quase entredentes.
- Cala a boca...
- A bocetinha dela deve ser deliciosa ne?
Com apenas um passo eu fiquei mais próximo dele. Apenas estendi minha mão para um facão que estava ali do lado. Sem pensar duas vezes e sem remorso algum eu passei o facão de fora a fora em sua garganta, o corte abrindo-se imediatamente.
- Acabou.
Os olhos de James se arregalaram enquanto o sangue jorrava de suas artérias. Ele tossiu e engasgou com o próprio sangue.
Passei os olhos pelos meus homens: Emmet, JAsper, Jacob, Laurent, Lestat... todos me olhavam assombrados. Não era isso que tínhamos planejado. Ele seria enforcado assim como Charlie Swan.
O único som que se ouvia era o engasgar estranho da vida que se esvaía.
- Estou indo pra casa. E Emmet... não jogue isso para os urubus. Eles merecem coisa melhor.

Sem esperar qualquer resposta afastei-me dali indo em direção ao volvo. Fiquei um bom tempo sentado, as mãos no volante. Como o ser humano pode ser tão burro? Trair e ainda por cima desafiar Edward Cullen. Talvez estivesse mesmo a fim de morrer. Mas creio que existem formas menos dolorosas de se conseguir isso. Olhei as horas e vi que passava um pouco da meia noite. Não era uma boa idéia ir para casa agora. Eu tinha acabado de matar um homem friamente e seria um ultraje deitar-me e tocar o corpo da minha mulher depois disso. Não que eu me arrependesse. Mas eu me senti... sujo.

Culpa daquele traste que se atreveu a atravessar meu caminho sem pensar nas conseqüências. O que ele disse sobre uma das minhas ex mulheres decididamente não me interessava. Por mim poderia ter pegado todas, desde que nem sequer olhasse pra Bella.
Liguei o carro e rodei por uns minutos decidindo sobre o que fazer a partir de agora. Embora o maldito Swan ainda estivesse solto por ai, eu não tinha a mínima vontade de prosseguir nessa busca. Gente... eu queria simplesmente ser o bom pai e marido perfeito por algumas horas. E definitivamente, meu estilo de vida não condizia com o estilo que eu queria e que queria dar a Bella.
Estava na hora de conversar com meu pai e definir minha posição. Pelo menos por uns tempos, eu queria me afastar dos negócios da máfia.
Resolvi passar pela casa que eu adquiri recentemente e que seria dada de presente à Alice. Já que ela e Jasper estavam juntos realmente...e eu não poderia fazer nada contra, melhor que tivessem logo seu canto. 

Obviamente Jasper tinha ótimas condições financeiras assim como Emmet também. Mas eu me sentia responsável por Alice, nada mais natural que dar esse presente a ela. Mandei fazer uns pequenos reparos para que ficasse a cara daquela maluca.
Dali segui para a antiga casa de Bella. Apesar de ter descoberto que seu pai e irmão eram dois bandidos, imagino que ela gostaria de ter a antiga casa de volta. Afinal, eu também não era nenhum santo e ainda assim ela me amava.
A casa esteve praticamente em ruínas e hoje estava perfeita. Aprovei as mudanças e acho que Bella também iria aprovar. Felizmente ela não ficou pronta a tempo de ser dada como um presente de casamento. Tampouco o carro que estava na garagem. A blindagem extra que pedi levou tempo demais, mas felizmente ficou do jeito que eu queria.

Quando finalmente eu resolvi voltar para casa reparei que levei mais tempo do que imaginei visitando as duas residências. Eram quase quatro da manhã. E pra ser sincero... estava louco de saudades de Bella.
Dirigi o mais rápido que pude e finalmente estacionei nos jardins da casa. Peguei meu paletó jogado no banco do carro e coloquei-o sobre o ombro. Assim que sai do carro, meus sentidos aguçados pelos anos de máfia me colocaram em alerta. Tinha alguém à espreita. Girei meu corpo, mas meus olhos dirigiram –se para a sacada do meu quarto, como um ímã. E lá estava Bella... perfeita e linda...um sorriso se abrindo ao me ver. A visão magnífica distraiu-me do perigo que eu sabia...rondava nossa casa. Entretanto essa percepção foi tarde demais. Logo em seguida senti minha carne queimar próximo à minha barriga. E outra vez queimando, agora em meu peito, onde levei minha mão instintivamente. Sabia, obviamente que havia sido ferido. E quem o fez, usou um silenciador. Total ausência de som. De onde estava consegui ouvir o grito desesperado de Bella. Merda...lógico que ela nem ia pensar que corria risco ao vir até mim.
Foi com alívio que percebi meus irmãos chegando logo depois. Emmet e Jasper correram até onde eu estava.

- Edward... foi ferido...porra...onde estão os seguranças?
- Emmet...cala a boca... não deixe que a Bella venha até aqui. Jasper... sabe o que fazer.
A queimação ia cedendo espaço à dor, que fez meu corpo escorregar pela lateral do carro sem que eu pudesse impedir. Minha mão caiu ao longo do corpo.
- Vá..,Emmet...segure a Bella...la dentro.
Emmet entretanto ligava para a ambulância e em seguida para Jacob.
Meu corpo inteiro estremeceu ao ouvir os gritos de Bella. Porra de mulher louca...
- EDWARD...EDWARD...
Em segundos ela estava ao meu lado.
- Saia daqui, Bella. Está correndo perigo.
Era estranho como funcionava a mente da gente. Mesmo morrendo de dor e louco para tirar Bella dali, minha visão periférica registrou a camisola que ela usava revelando quase tudo. Reuni forças e joguei meu paletó para ela, quase rosnando.
- Cubra-se.
Ela obedeceu.
- Não...não vou sair de perto de você.

Minha mente me pregava uma peça... insistia em querer se desligar quando o que eu mais precisava era ficar alerta. A dor aumentava significativamente e eu já sentia incapacidade para respirar. Fechei meus olhos com força ao sentir meu corpo deslizar mais até o chão.
- Emmet...coloque todos os seguranças em alerta.
Eu quase ri com a ordem de Bella, mas não tinha forças. Meu corpo já estava inteiramente no chão. Bella pegou minha cabeça,colocando-a em seu colo, as lágrimas correndo livremente e escorrendo pelo meu rosto. Nesse momento eu desconhecia a palavra força, meus olhos insistiam em fechar-se.
- Bella...
- Edward...fique quietinho, por favor. Me ouça pelo menos uma vez nada vida.
- Eu sempre ouvi...Mas você nunca ouviu.
- Do que está falando?
Minhas mãos tremiam violentamente ao tocar em seu rosto manchado pelas lágrimas.
- Não é o momento...não era assim que eu queria...
- Por favor, meu amor fique quietinho.
- Eu não posso...não posso morrer sem que você saiba.
Fechei meus olhos, engolindo com dificuldade. Percebi que eu chorava. Não sei ao certo por que. Se de dor... se de tristeza por vê-la sofrendo, ou por mim mesmo, que via a morte iminente se aproximar...afastando-me de vez da mulher que eu amava.


Bella POV
Corri o mais rápido que consegui, trombando nos móveis, empurrando os seguranças inúteis que atravancavam meu caminho até finalmente cair ajoelhada ao lado de Edward. Seu peito estava completamente encharcado de sangue. Por dentro eu gritava desesperada, mas me continha para não causar ainda mais pânico e pior...deixá-lo triste por mim.
Estranho foi ver o vislumbre de um sorriso ao ouvir minhas ordens para o Emmet. Sem contar que mesmo caindo de dor, seu lado ciumento falou mais alto, atirando –me seu paletó.
Mas nem isso era capaz de diminuir minha aflição. Alias a única coisa que me deixaria realmente bem seria vê-lo de pé, forte e imponente como sempre.

Eu não sabia o que fazer, mas meu amor por ele parecia expandir por todos os poros. Coloquei sua cabeça em meu colo, tentando a todo custo segurar meu desespero. Seu rosto estava contorcido de dor e várias vezes ele fechou os olhos.Eu tinha a vaga idéia que não deveria deixá-lo desligar-se,mas ao mesmo tempo não queria que ele falasse. Ele estava fraco, perdendo muito sangue...e a droga da ambulância não chegava.
- Bella?
- Edward...fique quietinho, por favor. Me ouça pelo menos uma vez na vida.
- Eu sempre ouvi,Bella. Mas você nunca ouviu.
- Do que está falando?
Mesmo com as mãos trêmulas, ele tocou meu rosto.
- Não é o momento....não era assim que eu queria....
- Por favor, meu amor, fique quietinho.
- Eu não posso...não posso morrer sem que você saiba...
Ele fechou os olhos, engolindo com dificuldade.Comecei a chorar novamente ao ver uma lágrima deslizar pelo seu rosto.
- Que você é a única mulher que eu amo. A única que amei em toda minha vida.
Abracei seu corpo sem me importar com o sangue que manchava também a minha roupa. Emoção e medo se misturando.
-Pare com isso. Você não vai morrer...não pode me deixar...é meu Poderoso.
Mesmo sem forças sua mão tocou meu rosto.
-Eu amo você.

Eu não sei de onde tirei forças para responder. Meu marido, meu Deus...meu mundo se declarando pra mim...como se fosse uma despedida.
-Eu também amo você, mas não faça isso. Não se despeça de mim.
Foi com o coração doendo e um grito desesperado que vi seus olhos se fecharem para mim.
-ALGUEM SALVE MEU HOMEM,PELO AMOR DE DEUS!!
Eu berrei desesperada, vendo o corpo de Edward totalmente desfalecido em meus braços.
- EMMET! JASPER! ALGUEM ME AJUDE....
Os dois apareceram no mesmo instante em que a ambulância entrava a toda velocidade pelo jardim. Jacob apareceu correndo com um outro que eu não conhecia.
Emmet pegou-me delicadamente pelo braço, afastando-me de Edward para que ele pudesse ser removido.
- Pelo amor de Deus...diga que ele está vivo...não posso perdê-lo, Emmet.
-Ele está desacordado, senhora. Mas está vivo.
Olhei para o homem alto e moreno que me encarava. Como se adivinhasse Emmet o identificou.
-Esse é Billy Black, pai do Jacob e médico da família há anos.
Outra vez, dominada pelo desespero eu me agarrei ao colarinho dele, suplicando.
- Por favor...salve o meu marido. Não deixe...
Comecei a chorar de forma descontrolada.
- Não deixe que ele morra...eu não vou suportar.
- Fique calma. Já estamos levando-o para o hospital. Edward é forte...vai sair dessa.
- Eu quero ir com ele.
Emmet me abraçou alisando meus cabelos.
-Bella..não podemos esperar. E você não pode ir nesses trajes ou Edward nos mata quando acordar. Alice está descendo para ajudar você. Em seguida eu levo você até o hospital.
- Não vou suportar sem ele, Emmet.
- Força, Bella. Ele precisa de você. E os bebês também.

Alice apareceu correndo com Jasper em seu encalço. Pegou-me num abraço, arrastando-me para dentro de casa. Ainda olhei para trás a tempo de ver a ambulância se afastando.
Minhas pernas tremiam e caminhar era doloroso pra mim.
- Bella...sei que é difícil, amiga. Mas tente se acalmar. Pense nos bebês.
- Eu o amo demais, Alice.
- Eu sei.E ele te ama também. Por isso eu tenho certeza que ele irá lutar para ficar vivo.
- Mas...e se...
- Shh...eu proíbo você de pensar negativo. Vou ajudá-la a se trocar e iremos para o hospital.
Eu fazia tudo mecanicamente. Vestia-me feito um robô sem ainda conseguir acreditar que meu marido estava ferido.
- Deus...por que ele não me ouviu?
- Edward está tão apaixonado por você que se esquece dele, Bella. Essa é a verdade.
Ainda sem conseguir controlar meu choro histérico eu desci com Alice, encontrando Emmet conversando com a polícia.
- Bella... os policias gostariam de saber o que houve...se...
Uma raiva me subiu. Todos os seguranças estavam ali...aliás quase todos. Não cabia tanta gente ali.
- EU NÃO SEI...PERGUNTEM PRA ESSES IMBECIS QUE SÃO PAGOS PRA ISSO E PERMITIRAM QUE MEU MARIDO FOSSE FERIDO.
- Senhora, tínhamos ordens para que vigiássemos a senhora e a senhorita Alice.
Um dos seguranças falou atiçando ainda mais a minha raiva. Avancei sobre ele, as mãos fechadas em punho, socando seu peito.
-VOCÊ TINHA QUE VIGIAR NOSSA CASA, SEU IMBECIL. ISSO INCLUÍA MEU MARIDO.
- Bella...Bella...calma...
Meu choro apenas aumentava e os soluços sacudiam meu corpo.
Emmet me abraçou de novo, escondendo minha cabeça em seu peito.
- Preciso ir...Emmet...
-Vá com Alice para o carro. Já estou indo.

Sai com Alice e nem me dei ao trabalho de perguntar o que Emmet disse aos policiais. A única coisa que me importava era estar perto de Edward.
Cheguei ao hospital e disparei pelos corredores. Logo avistei Esme e Carlisle que vieram ao meu encontro. Carlisle me acolheu e foi como receber o abraço de um pai.
- Eu preciso vê-lo. Onde ele está?
- Billy já está vindo para nos dar informações.
Quando Billy surgiu minhas pernas tremeram ainda mais. Apoiei-me em Esme temendo cair.
- Como ele está, Billy? Preciso vê-lo.
-Edward está sedado. Foi atingido por uma bala na barriga e... bem... a outra está alojada entre o pulmão e o coração. Teremos que fazer uma cirurgia de emergência.
Senti minha cabeça girar e minhas vistas escurecerem. Busquei o ar com toda força que eu tinha.
-É grave?
-Isabella... ele está ligado a aparelhos, não consegue respirar...mas o quadro é estável.
- Eu não posso...vê-lo?
- Rapidamente. Não podemos esperar mais para operá-lo.
Esme beijou minha cabeça.
- Vai dar certo,querida.

Acompanhei Billy, amparada por ele. Sozinha eu não teria condições. Ao entrar na sala e ver Edward desacordado as lágrimas ressurgiram ainda mais intensas. Aproximei-me da cama e toquei suas mãos. O rosto ainda mais pálido que o normal, mesmo desacordado ainda demonstrava a dor que sentiu.
-Edward... eu te amo tanto. Por favor... não me abandone agora. Eu preciso de você. Nós precisamos de você. Por favor...lute. Por mim. Por nossos bebês.
Um soluço rasgou meu peito e escapou sem que eu conseguisse segurar.
- Eu prometo... nunca mais irei aborrecer você. Apenas... volte pra mim.
Billy segurou meus ombros.
-Não podemos mais, Isabella... ou poderá ser fatal.
Olhei novamente para o rosto do meu marido antes de me retirar. Não me restava nada mais,além de esperar.

Enquanto aguardávamos sentados nas poltronas do corredor eu resolvi fazer minha mente voltar a trabalhar.
-Emmet... acha que a polícia irá descobrir... será que algum dos seguranças...
Ele negou, balançando a cabeça.
-Já sabemos quem foi,Bella.
-Sabem? Como assim? Quem é,então?
Seu olhar sombrio foi o bastante para que eu adivinhasse a resposta:Mike.
-Não posso acreditar. Como descobriram? Conseguiram pegá-lo?
-Não. Logo que Edward saiu, depois de acertarmos com o James...nós tivemos que... você sabe...
-Sei. Livraram-se do traste.
-Sim. Algum tempo depois Tânia nos ligou. Contrariando as ordens de Edward ela voltou para Don Matteo. E ouviu quando Don Matteo comentava que...James conseguiu colocar Mike na residência. Como ele fez isso...ainda não descobrimos.
-Desgraçados...
-Bella... tivemos sorte.
-Como sorte? Edward está gravemente ferido.
-Mike queria pegar você,Bella. Se ele quisesse Edward, teria usado uma arma que arrebentaria Edward por dentro.
Levei minhas mãos à boca, em choque. Meu próprio irmão. Até onde Mike chegou, meu Deus.
-Mas por que atirou nele então?
-Ele imaginava que Edward seria bem mais difícil de pegar, provavelmente. Quando viu que seria fácil....atirou.
Eu agora odiava. Odiava Mike com todas as minhas forças. E se eu perdesse Edward...eu mataria meu próprio irmão. Era uma promessa. Ele provou que não tinha sentimentos nenhum em relação a mim. Então eu também não teria. Era meu inimigo agora.

**************

Mais de três horas depois Billy reapareceu com um ar cansado. Meu corpo doía pela posição incômoda, mas eu pouco me importava. Coloquei-me de pé instantaneamente assim como os demais.
Seu ar de derrota fez meu coração disparar dentro do peito.
- E então?
-Conseguimos tirar as balas. Foi até bastante tranqüilo...
-Mas?
Carlisle se adiantou.
-Vejam bem...foi uma surpresa para todos nós. Ele estava bem.
- ESTAVA? Meu Deus... o que houve com meu marido?
-Ele...
Billy suspirou antes de falar.
-Edward sofreu uma parada cardiorrespiratória. Conseguimos reverter, graças a Deus. Mas seu quadro... é gravíssimo. Apenas por prevenção... nós o induzimos ao coma.
Eu não ouvia mais nada. Senti apenas os braços de Emmet me amparar antes de mergulhar na escuridão.

**continua**



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